a angústia do adeus
fora dormir consciente. não sabia ao certo o que havia decidido. era tudo tão estranho... fazer tal coisa não era de seu feitio. em tempos outros, preferia ter conversa franca, olho no olho. porém, dessa vez, foi e fez.
o despertador estava a tocar. não acordou.
7h do sábado. alguém a acordava: era a empregada. aquela que o blá-blá-blá da vizinhança fofoqueira ataca e corrompe. mal sabe ela que o mundo é tão mais significante que se empanturrar de novelas mexicanas.
a cama lhe pareceu maior. mais do que nunca, preferia ficar dormindo. sentia o vento chamar seu nome. sentia o lençol frio e cheiroso a cobrir-lhe as costas. mas, sem pensar muito, ela só precisava acordar para o mundo... literalmente.
o plano ainda estava de pé. e ela também. chegara a hora de sonhar acordada, de seguir sua intuição, mesmo que, na maioria dos tempos, esta se negasse a ser sua parceira.
não notou que já estava com a roupa na mão e mal pensou se combinaria com seu cabelo preto e cacheado. vestiu-se inesperadamente com o coração aos pulos e tropeços. é verdade que não pensou no pior, mas também não sentia otimismo numa situação tão cruel que estava prestes a dar um alô. se permitia culpar o Sol, este havia acordado com mais raios do que nunca. maldito calor queimava-lhe os melhores surtos de idéias positivas.
mesmo suportanto altas temperaturas, gritos presos, pressões por todos os lados e frustrações íntimas do que poderia ter sido evitado, foi ao mundo com poucas certezas. sua única certeza era a de que nunca mais colocaria os pés naquela casa.
o despertador estava a tocar. não acordou.
7h do sábado. alguém a acordava: era a empregada. aquela que o blá-blá-blá da vizinhança fofoqueira ataca e corrompe. mal sabe ela que o mundo é tão mais significante que se empanturrar de novelas mexicanas.
a cama lhe pareceu maior. mais do que nunca, preferia ficar dormindo. sentia o vento chamar seu nome. sentia o lençol frio e cheiroso a cobrir-lhe as costas. mas, sem pensar muito, ela só precisava acordar para o mundo... literalmente.
o plano ainda estava de pé. e ela também. chegara a hora de sonhar acordada, de seguir sua intuição, mesmo que, na maioria dos tempos, esta se negasse a ser sua parceira.
não notou que já estava com a roupa na mão e mal pensou se combinaria com seu cabelo preto e cacheado. vestiu-se inesperadamente com o coração aos pulos e tropeços. é verdade que não pensou no pior, mas também não sentia otimismo numa situação tão cruel que estava prestes a dar um alô. se permitia culpar o Sol, este havia acordado com mais raios do que nunca. maldito calor queimava-lhe os melhores surtos de idéias positivas.
mesmo suportanto altas temperaturas, gritos presos, pressões por todos os lados e frustrações íntimas do que poderia ter sido evitado, foi ao mundo com poucas certezas. sua única certeza era a de que nunca mais colocaria os pés naquela casa.

4 comentários:
falou tudo e nada. perfeito.
e não tô em niterói não, só vou amanhã.
=*
e
foi...
sem olhar pra trás.
bj
Eu já li esse.
O original.
huahuahauauuauau
É impressão ou existem algumas modificações?
existem modificações, joy! :D
Postar um comentário
<< Home