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quarta-feira, 13 de junho de 2007

Odisseu

não me adianta nada
          esse relógio
          que me retarda as horas
          e os fios brancos de cabelo

se, enquanto me perco
          nesse mar valentino
     com sua canção,
               Sereia,

pesco palavras
          como peixes
     desse café amargo
          e, faminto,
          as engulo rapidamente
               (são elas
               que me mantêm
                    vivo)

já estou enjoado dessa jornada
          desse vai e vem matutino,
          miro o horizonte
               e realizo
que nunca
       nunca mais volto pra casa

3 comentários:

Blogger Juliana disse...

o título Odisseu deve dizer muita coisa. desculpa a ignorância (e eu sei que tu odeia explicar títulos e poesias), mas me explica pq tu escolheu esse título? :D

e sim, aquele concurso de poesias aqui tá de pé.
primeiro lugar - 2.000,00
huhuuh ^^ bom, né?
e não me venha dizer q vc não tem capacidade de tirar primeiro lugar. usando um clichê bem básico, quem arrisca, não petisca! xD

sim, mas voltando ao poema, adorei tu ter mencionado a sereia. e o final "nunca mais volto pra casa", putz, diz taaanta coisa! ^^

só uma última coisinha! curiosidade, aliás.. onde tu escreveu essa poesia?

beeijo, lu. :*

13 de junho de 2007 17:45  
Anonymous FelipeFelix disse...

pois é.

eu queria saber onde vc escreveu tmb, tenho uma suspeita. :P

foi q horas? :P

poesia legal, legal. gostei do efeito das ondas. flws!

13 de junho de 2007 19:03  
Blogger Lucci disse...

explicações procês:

ju - antes de tudo, eu não odeio nem um pouco explicar nada. é que, sei lá, a poesia tem toda uma nova interpretação se você ler da primeira vez e souber do que se trata. enfim. o título, Odisseu, remete a um herói da odisséia. a história dele é basicamente o seguinte: um dia, ele, o rei dos nãoseioquês, sai em seu barco da sua terra em busca de alguma coisa que eu esqueci. mas então, no meio do mar, ele se perde e fica anos navegando, encontrando com seres mitológicos como a sereia, o kraken, coisas do tipo. um dia ele chega em uma ilha onde encontra uma mulher que faz com que ele quase esqueça sua mulher, rainha de Ítaca. ele promete que nunca irá voltar pra casa, mas o amor e a saudade falam mais alto e ele acaba conseguindo retornar. quando ele chega em Ítaca, descobre que todos deram ele como morto e que a rainha, mulher dele, tem vários pretendentes. então atena o ajuda a se disfarçar de velho e consegue se infiltrar dentre os pretendentes, que disputam quem vai ser rei utilizando o arco de Odisseu como teste. como ele é o único que consegue utilizar o arco, ganha a prova, se revela como Odisseu e mata todos os pretendentes e vive feliz pro restop da vida amém. tem filme sobre isso, depois procura saber, tá?

felipe - bem, eu escrevi isso bem de manhãzinha. eram umas 7 ou 8.

felipe e ju - escrevi isso na beira do mar, perto do MAC, na praia da Boa Viagem, niterói. eu olhei o horizonte, me perdi, percebi que estava em um lugar que não ertencia e que gostaria de voltar para o passado, pra casa, em friburgo. lembrei de odisseu e, ta-da, essa poesia surgiu. =)

15 de junho de 2007 09:27  

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