<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422</id><updated>2011-06-07T23:48:55.754-07:00</updated><title type='text'>oniri[cidade]</title><subtitle type='html'>há mais coisas entre o sonho e a cidade do que sonha sua vã filosofia</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>l.ratamero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-2206598918065964809</id><published>2008-12-06T14:21:00.000-08:00</published><updated>2008-12-06T14:37:22.846-08:00</updated><title type='text'>epitáfio de um crepúsculo</title><content type='html'>naquele campo de futebol, a areia, castigada pelos raios cearenses do sol à pino, disputa pequenos hectares com a grama viva. hélices dos moinhos de vento - de repente fincados ao solo por uma invasão marciana - dançam em harmonia com a gaita que enebria nossos ouvidos. e o cenário natural, em movimento, traz e leva carnaúbas que servem de enfeite à paisagem de folhas secas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já na volta, às costas ficam o brilho do sol nos contornos das carnaúbas e os grãos de areia com função de citoesqueleto atmosférico. em clima de festa, sol e areia e música comemoram, de mãos dadas, com o vento. os convidados agora ocupam o campo de futebol - não seria o salão? - e ali todos são bem-vindos, pois o pôr-do-sol é o anfitrião. os convidados de honra, o blues e sua gaita, o vento e suas ondas, a areia e seu baile, protagonizam impecavelmente o corpo de baile deste fim de tarde - quase noite - in memoriam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-2206598918065964809?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/2206598918065964809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=2206598918065964809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/2206598918065964809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/2206598918065964809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2008/12/epitfio-de-um-crepsculo.html' title='epitáfio de um crepúsculo'/><author><name>Juliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00502000323092395776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-3598587704285161565</id><published>2008-03-04T06:03:00.000-08:00</published><updated>2008-03-04T06:05:22.357-08:00</updated><title type='text'>um jazz improvisado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesas de granito congestionavam a praça de alimentação. De qualquer modo, elas refletiam as diversas luzes que me assaltavam o limitado horizonte visual. No meu horizonte mais próximo, um garotinho dentuço teve alguns espasmos como se fosse jogar pra mesa um bando de queijo gorduroso que provavelmente já lhe entupia as veias. Daqui consigo ver a comida amarela sendo mastigada pelo garoto e, a seu lado, o pai de barbas grisalhas a mergulhar os dedos não tão cabeludos no cabelo sedoso, demasiadamente sedoso, do dentucinho. O velho é vesgo e gargareja o refrigerante assim que o coloca na boca. Enquanto gastei meu tempo escrevendo isso, os dois se foram e a atração do horizonte passou a ser uma família que ocupava três mesas de granito. As crianças, de cabelos engomados, devoravam lanchinhos do Mc Donald’s e o que possivelmente é o pai, pois também exibe a cabeleira engomada, morde o sanduíche com uma enorme cautela para não pintar de manchas a camiseta semelhante a de todo jogador de golfe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo à frente, postados em um palco bastante humilde, dois sujeitos arriscam um jazz e arrancam duas ou três palmas. Mas a verdade é que essa praça é toda muito desafinada. O ar reluz cheiros enjoentos pra caramba (não sei mais onde começam os perfumes e menos ainda em que pele terminam as frituras), olhares pouco envolventes e bastante inclinados para o umbigo, conversas esporádicas e certamente muitas blusas de listras, de quadrados e, naturalmente, de marca. Isso tudo faz meu nariz entortar quase tanto quanto a fritura de pastel que me incomoda e arrepia repetidas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O granito da minha mesa reflete oito lâmpadas da praça de alimentação. E o granito da mesa vizinha reflete o letreiro do Bob’s. Prefiro o meu granito; o pouco do que vejo nele me faz querer mergulhar no mundo que tá de cabeça pra baixo, em que daria para pisar no reflexo das oito lâmpadas e escurecer o metro quadrado em que me apoiei para descrever uma praça congestionada por uma atmosfera de jazz desafinado.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-3598587704285161565?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/3598587704285161565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=3598587704285161565&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/3598587704285161565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/3598587704285161565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2008/03/um-jazz-improvisado.html' title='um jazz improvisado'/><author><name>Juliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00502000323092395776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-6521858587704855014</id><published>2007-11-21T17:39:00.000-08:00</published><updated>2007-11-21T18:04:51.086-08:00</updated><title type='text'>a dedo, um conto de amor</title><content type='html'>&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De forma categórica, sentaram à mesa na hora do jantar exatamente como faziam há anos. Mil voltas o mundo poderia dar enquanto ali estivessem; nada perceberiam. O momento já poderia ser registrado como ritualístico, ainda que, durante, nenhuma palavra essencialmente necessária fosse proferida. O horário sagrado era às sete horas da noite, porém atrasos eram admitidos, uma vez que Miguel participava de um grupo de estudos literários que, por não ser adepto a horários de encontro, era considerado inovador. Essas reuniões entre amigos eram feitas na cafeteria Portugal, na mesma mesa sete, há sete anos. A razão do número da mesa se deve à crença de que esse é um número perfeito e, obviamente, já foi bastante discutido e inserido em narrativas já elaboradas pelos participantes do grupo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;" &gt;Eram sete horas da noite de uma quinta-feira. Miguel encarava o prato quadrado e estampado sem interesse. E esse comportamento do namorado nunca fora percebido por Clementine. Ambos saboreavam seu jantar em uma constante luta entre egos e temperos. A mesa circular permitia maior aproximação entre os corpos, mas maior repulsão entre as almas que, pesadas, não conseguiam contornar o ângulo de 180º onde poderiam encostar e repousar o coração. Corpos e almas não mais eram discernidos pelo peso, pela matéria, Clementine e Miguel tornaram-se meros bichos modificados pelo convívio social. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Miguel dizia aos amigos poetas, entre uma tragada e outra de charuto, que Azevedo havia retratado de uma boa maneira real-naturalista a relação entre homens e mulheres em “O cortiço”. Fazia referência a tal obra para descrever a relação com sua namorada C.K. Os amigos, na tentativa de desvalorizar as dores do companheiro, riam e tossiam e utilizavam o corpo para se manifestar irreverentemente e faziam comentários que deles podem ser extraídos as seis palavras: por isso que prefiro as putas!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;De fora, eu podia flagrar a situação, reportá-la e compará-la a outros tantos curtas feitos por outros grandes cineastas. Não me parecia suficiente misturar o comportamento distante, literalmente, de meu amor platônico ao meu desejo de ser a chapliniana e garota fudida, Clementine. Tentando fazer uso da razão para organizar e analisar os fatos que, por serem tão abstratos, dificilmente poderiam ser encaixados à minha vida, tão tentada a respirar o concreto, procurei não misturar vida pessoal e vida profissional. Ser roteirista não é fácil para quem amou vozes e palavras ao invés de beijos e abraços... Hoje, não tão velha para sentir o amor pela sétima vez, apenas gostaria que meu Miguel, esteja na Terra ou no céu, não mentisse quando diz que é meu, pois meu coração, já abraçado ao dele, consegue ver o preto e branco do arco-íris (e suas sete cores) que existe na sinceridade de seus sorrisos e na imperfeição de suas palavras.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-6521858587704855014?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/6521858587704855014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=6521858587704855014&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/6521858587704855014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/6521858587704855014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/11/dedo-um-conto-de-amor.html' title='a dedo, um conto de amor'/><author><name>Juliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00502000323092395776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-2637509021123763759</id><published>2007-11-03T20:50:00.000-07:00</published><updated>2007-11-03T21:21:25.993-07:00</updated><title type='text'>All of the King's horses and all of the King's men can never put the right words back together again</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;quando eu quero e não consigo escrever (o que é raro, não sou escritor ou poeta, e mesmo que queira ser, só escrevo quando penso em algo e já vem pronto, ou leio algum Drummond, Bandeira ou todos esses outros que leio) eu volto aos básicos da escrita quase que inconscientemente. não gosto disso, me sinto um medíocre, me sinto como um escritor de quinta que viu um gato morto quando estava bêbado e voltava pra casa, um apartamento de meio quarto, onde se senta toda noite querendo lembrar do gato morto do dia pra poder escrever mais um glorioso conto Bukowskiano. e não me importa se me dizem, enquanto vejo uma peça ou tomo um café na padaria, que ser o que sou, na minha idade, é algo maravilhoso, e que devo continuar assim, que algum dia compro um livro seu. não quero tapinhas de sorriso amarelo e bigode me dizendo mais nada. quero ser novo, sim, revolucionário do meu jeito. um beber, um melamed, um chacal, um cep 20000.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;daí me bate um travis no ouvido e esse vira mais um texto medíocre, um vômito de referências, uma heineken na geladeira dako das casas bahia na semi-cozinha. uma música clássica em midi. e ele se importa, ele se preocupa, se o futuro não for o das idéias, não sabe o que faz da vida ou da morte, pois quer viver e morrer da arte. arte melancólica, básica, anacrônica, não importa, desde que ainda arte. mesmo que hermética, romântica e pseudo-gullaresca. mas ele se importa, mas não se importa, e continua em frente, e cada passo besta e desconcertado que dá, mais um tapa bigodudo no ombro e mais um passo desequilibrado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;penso, penso e, por fim, sinto. não há amanhã. quero ser tudo hoje e amanhã, e depois de amanhã, e ainda hoje, tudo de novo. quero meu dia  da marmota, meu feitiço do tempo, com direito a bill murray e tudo. quero que seja assim, que eu lembre de você quando abro a janela e dê vontade de escrever, mas sem a mediocridade habitual. apenas Pura Poesia. 'Cause all i need is You, i just need You.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-2637509021123763759?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/2637509021123763759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=2637509021123763759&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/2637509021123763759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/2637509021123763759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/11/all-of-kings-horses-and-all-of-kings.html' title='All of the King&apos;s horses and all of the King&apos;s men can never put the right words back together again'/><author><name>l.ratamero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-1885821819754380213</id><published>2007-08-26T20:02:00.001-07:00</published><updated>2007-08-26T20:02:51.384-07:00</updated><title type='text'>vento no litoral - legião urbana</title><content type='html'>De tarde quero descansar, chegar ate a praia e ver&lt;br /&gt;Se o vento ainda está forte&lt;br /&gt;E vai ser bom subir nas pedras&lt;br /&gt;Sei que faço isso pra esquecer&lt;br /&gt;Eu deixo a onda me acertar&lt;br /&gt;E o vento vai levando tudo embora&lt;br /&gt;Agora está tão longe&lt;br /&gt;Vê, a linha do horizonte me distrai:&lt;br /&gt;Dos nossos planos é que tenho mais saudade,&lt;br /&gt;Quando olhávamos juntos na mesma direção&lt;br /&gt;Aonde está você agora&lt;br /&gt;Além de aqui dentro de mim?&lt;br /&gt;Agimos certo sem querer&lt;br /&gt;Foi só o tempo que errou&lt;br /&gt;Vai ser difícil sem você&lt;br /&gt;Porque você está comigo o tempo todo&lt;br /&gt;E quando eu vejo o mar,&lt;br /&gt;Existe algo que diz,&lt;br /&gt;Que a vida continua&lt;br /&gt;E se entregar é uma bobagem&lt;br /&gt;Já que você não está aqui,&lt;br /&gt;O que posso fazer é cuidar de mim&lt;br /&gt;Quero ser feliz ao menos&lt;br /&gt;Lembra que o plano era ficarmos bem?&lt;br /&gt;- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos&lt;br /&gt;Sei que faço isso pra esquecer&lt;br /&gt;Eu deixo a onda me acertar&lt;br /&gt;E o vento vai levando tudo embora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-1885821819754380213?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/1885821819754380213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=1885821819754380213&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/1885821819754380213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/1885821819754380213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/08/vento-no-litoral-legio-urbana.html' title='vento no litoral - legião urbana'/><author><name>Juliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00502000323092395776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-1965224783665401873</id><published>2007-07-15T19:19:00.000-07:00</published><updated>2007-07-15T19:25:29.379-07:00</updated><title type='text'>como nos filmes</title><content type='html'>&lt;p&gt;já era a segunda vez desde que deitaram em que ela se sentia pequena. talvez porque seus seios pareciam se perder nos pêlos e dedos dele, ou porque ele calçava o mesmo enorme número 44 do pai dela. ainda que não fossem bons motivos para representar tal sensação, o coração de sophie era delicado, os delicados não têm resistência. "cafeína! preciso!", de súbito lhe ocorreu uma vontade. desvencilhou-se com dificuldade do enorme braço de Ari e pulou da cama enrolada no lençol. preparava o café na caneca que havia dado para Ari no dia dos namorados. nela, gravara: "meu gigante, amo-te. por sophie". 'meu gigante'... ouviu passos silenciosos e os reconheceu. ele veio sorrateiro naquele macio rastejar de serpente, como de costume, como ele sempre fazia, mas isso não significava que fosse de seu agrado, de jeito nenhum!ele, com seus olhos incertos e certezas azuis, sussurrou algo como "volte para a cama, querida". era quase insuportável ouvir a voz de Ari e quase que automaticamente sentir um formigamento nas entranhas. sophie beijou-lhe as mãos como gostaria de ter beijado as mãos sempre distantes de seu pai e disse "vou só tomar um café, tá?"&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ari arrastou os chinelos de volta pro quarto acompanhado pelos cinco sentidos de sophie e antes de fechar a porta, disse-lhe: "amanhã é nosso grande dia...sei que está ansiosa". lançou à ela a doçura de um último olhar e desapareceu como um vulto diante da escuridão da cozinha. sophie abriu a última gaveta do armário e puxou por debaixo dos panos de prato nunca tocados pelo noivo um maço de cigarros. enquanto fumava, observou da varanda a lua cheia, tão poética, tão distante. sua vontade era de congelar aquela imagem para sempre; a fumaça do cigarro bailava com o vento, e a lua batia palmas ecoantes, vibrando no ritmo da dança. ao final do baile, lua e fumaça se encaixavam num romântico beijo, ruborizando o céu sem nuves, sem estrelas, sem qualquer sinal de luzes extraterrestres.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;sophie apagou a ponta do cigarro no parapeito e soltou um "tchau" em voz alta na esperança de que todas as pessoas do mundo pudessem sentir um ventinho quente ao pé do ouvido... ela riu baixinho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;deitou-se com cuidado ao lado de Ari e seguindo a tradição de todos os outros dias de sua vida desde criança, fez uma pequena oração. dessa vez não usou referências a jesus, nem a deus, nem pediu para que seus pais fossem abençoados. seu único desejo era pegar logo no sono e não se incomodaria se isso tivesse acontecido durante sua prece.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;alguns minutos após ter silenciado a mente, sophie sentiu os beijos de Ari tomando-lhe o pescoço. de certa maneira, ela tinha certeza de que isso aconteceria. ficou parada enquanto ele colocava os longos braços e grossos dedos por dentro da camisola de cor azul. não sabia o que estava esperando, mas, de fato, sophie esperava. Ari, controlado por algum instinto animalesco, acariciava e lambia sua presa como se ela representasse o seu maior desejo, o desfecho de sua libido, a protagonista de suas fantasias. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;tomada pelo estopim da raiva e pela sede de vingança, sophie montou em Ari. acomodou as pernas entre ele e, de olhos fechados, encaixou-se de qualquer maneira e galopou e segurou aquele órgão como um maestro que rege uma orquestra. sophie não pensava em nada. na mente de Ari, materializações de anseios agora acalmados. entre os dedos dele, mistura de seio e suor; entre os dedos dela, crescente fúria inchava de prazer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;de repente, no meio de toda aquela orquestra animalesca de sons e gestos firmes, sophie vislumbrou uma brilhante estrela pela janela e, quase no mesmo segundo, Ari soltou um grito de dor. seu coração havia sido fisgado por um orgasmo e, logo depois, por um imobilismo eterno... só quem ama conhece a eternidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;ela ainda mirava a estrela. sentia seu corpo pulsar... ou era aquele minúsculo ir e vir da luz da estrela? sophie permaneceu ali, dona daquele enorme ser que tinha o olhar vidrado no teto... ou talvez no céu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;sophie levantou-se, arrumou sua bolsa, vestiu o casaco, deu o último beijo na testa do finado Ari e sussurrou, na esperança de que todas as pessoas do mundo pudessem sentir um ventinho quente e moralista ao pé do ouvido, sobre haver gente que é feita para viver e gente que é feita para amar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-1965224783665401873?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/1965224783665401873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=1965224783665401873&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/1965224783665401873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/1965224783665401873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/07/como-nos-filmes.html' title='como nos filmes'/><author><name>Juliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00502000323092395776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-6923910600451520752</id><published>2007-06-13T05:43:00.000-07:00</published><updated>2007-06-13T05:49:31.030-07:00</updated><title type='text'>Odisseu</title><content type='html'>não me adianta nada&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;esse relógio&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;que me retarda as horas&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;e os fios brancos de cabelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se, enquanto me perco&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;nesse mar valentino&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;com sua canção,&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sereia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pesco palavras&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;como peixes&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;desse café amargo&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;e, faminto,&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;as engulo rapidamente&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;(são elas&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;que me mantêm&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;vivo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já estou enjoado dessa jornada&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;desse vai e vem matutino,&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;miro o horizonte&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;e realizo&lt;br /&gt;que nunca&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;nunca mais volto pra casa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-6923910600451520752?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/6923910600451520752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=6923910600451520752&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/6923910600451520752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/6923910600451520752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/06/odisseu.html' title='Odisseu'/><author><name>l.ratamero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-4729106407872055103</id><published>2007-06-10T11:36:00.000-07:00</published><updated>2007-06-11T09:14:40.243-07:00</updated><title type='text'>se te perco, eu me perco</title><content type='html'>se te perco&lt;br /&gt;entre mil relevos&lt;br /&gt;te acho&lt;br /&gt;entre mil pensamentos&lt;br /&gt;[meus]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se te esqueço&lt;br /&gt;entre meus mil pensamentos,&lt;br /&gt;em mil relevos&lt;br /&gt;[não-meus]&lt;br /&gt;eu me perco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-4729106407872055103?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/4729106407872055103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=4729106407872055103&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/4729106407872055103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/4729106407872055103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/06/se-te-perco-eu-me-perco.html' title='se te perco, eu me perco'/><author><name>Juliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00502000323092395776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' 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href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=7462081802400453278&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/7462081802400453278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/7462081802400453278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/05/poesia-sem-cor-sem-cheiro.html' title='poesia sem cor, sem cheiro'/><author><name>Juliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00502000323092395776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-8523175248532255164</id><published>2007-05-14T11:48:00.000-07:00</published><updated>2007-05-14T11:57:28.561-07:00</updated><title type='text'>Hollywoodiano</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;div align="right"&gt;"venha,&lt;br /&gt;meu coração está com pressa."&lt;br /&gt;Perfeição - Legião Urbana&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;meu corpo&lt;br /&gt;queima&lt;br /&gt;matéria&lt;br /&gt;em energia&lt;br /&gt;voando&lt;br /&gt;mais rápido&lt;br /&gt;que supersônicos&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;rastro de &lt;div align="right"&gt;pássaros&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;mortos &lt;div align="right"&gt;pelo&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;furacões&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;se&lt;br /&gt;des&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;fa&lt;br /&gt;ze&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;ndo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;está tão longe, amor&lt;br /&gt;que de mim&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;te sobra&lt;br /&gt;o cheiro&lt;br /&gt;de cigarro&lt;br /&gt;queimado.&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-8523175248532255164?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/8523175248532255164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=8523175248532255164&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/8523175248532255164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/8523175248532255164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/05/hollywoodiano.html' title='Hollywoodiano'/><author><name>l.ratamero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-2159056215410295640</id><published>2007-05-12T17:35:00.000-07:00</published><updated>2007-05-12T17:44:02.991-07:00</updated><title type='text'>mente mente mente</title><content type='html'>ontem, rainha de mim&lt;br /&gt;absolutamente.&lt;br /&gt;ontem, eu pela metade&lt;br /&gt;corriqueiramente.&lt;br /&gt;ontem, hoje, ontem...&lt;br /&gt;não sei mais.&lt;br /&gt;irracionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, agora, sou ridícula&lt;br /&gt;não vivo o suficiente&lt;br /&gt;eles...&lt;br /&gt;...suficientemente vazios...&lt;br /&gt;querem o mais, o maior&lt;br /&gt;sempre.&lt;br /&gt;simplesmente.&lt;br /&gt;racionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se meu coração mudo&lt;br /&gt;perde direito de sentir,&lt;br /&gt;(rei de mim)&lt;br /&gt;há de partir.&lt;br /&gt;eu pela metade!&lt;br /&gt;será ridículo.&lt;br /&gt;fatalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se dentro de mim&lt;br /&gt;me quebro&lt;br /&gt;corriqueiramente,&lt;br /&gt;fora de mim&lt;br /&gt;atuo&lt;br /&gt;teatralmente.&lt;br /&gt;teatral.&lt;br /&gt;mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje, atriz de mim.&lt;br /&gt;incontrolavemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-2159056215410295640?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/2159056215410295640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=2159056215410295640&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/2159056215410295640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/2159056215410295640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/05/mente-mente-mente.html' title='mente mente mente'/><author><name>Juliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00502000323092395776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-2201447425865789982</id><published>2007-05-10T12:50:00.000-07:00</published><updated>2007-05-10T12:54:36.486-07:00</updated><title type='text'>hoje</title><content type='html'>a vida não&lt;br /&gt;se resume mais&lt;br /&gt;em estudos ou&lt;br /&gt;tentativas baratas&lt;br /&gt;de ser algo banal,&lt;br /&gt;vulgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não acendo mais&lt;br /&gt;meu cigarro&lt;br /&gt;pensando em ser&lt;br /&gt;como&lt;br /&gt;todos&lt;br /&gt;os outros por aí&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;(não acendo mais&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;meu cigarro.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prefiro meu café,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;meu longo&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;e solitário&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou diferente&lt;br /&gt;e não quero mais&lt;br /&gt;ser diferente&lt;br /&gt;disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prefiro viver&lt;br /&gt;da minha poesia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;minha longa&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;e solitária&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;(e não quero viver&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;de mais nada&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;senão dela.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-2201447425865789982?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/2201447425865789982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=2201447425865789982&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/2201447425865789982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/2201447425865789982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/05/hoje.html' title='hoje'/><author><name>l.ratamero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-8061084484419076825</id><published>2007-04-28T23:39:00.000-07:00</published><updated>2007-04-29T21:29:32.681-07:00</updated><title type='text'>iluminura</title><content type='html'>&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;você&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;viaja&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;entre pedaços&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;memórias&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;longínquas&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;desprezadas&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;desprezíveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;invisíveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;é noite de são joão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não ligo mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é linda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;linda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;meus cacos&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;refletem&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;caleidoscópios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;luzes suas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;estelares&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-8061084484419076825?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/8061084484419076825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=8061084484419076825&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/8061084484419076825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/8061084484419076825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/04/iluminura.html' title='iluminura'/><author><name>l.ratamero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-1170034800422588515</id><published>2007-04-26T16:23:00.000-07:00</published><updated>2007-04-26T16:30:21.680-07:00</updated><title type='text'>poema bobo</title><content type='html'>a manhã e a noite&lt;br /&gt;se beijam.&lt;br /&gt;juntas, o tempo todo,&lt;br /&gt;são interrompidas por desejos&lt;br /&gt;apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entre a manhã e a noite,&lt;br /&gt;atenção!&lt;br /&gt;como um casal inseparável&lt;br /&gt;se distraem com os pensamentos dela.&lt;br /&gt;ela, já quase sem sonhos,&lt;br /&gt;espera por pouco.&lt;br /&gt;e um pouco tão&lt;br /&gt;quilometricamente&lt;br /&gt;apaixonado...&lt;br /&gt;...iludido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela, pela janela&lt;br /&gt;não só dela,&lt;br /&gt;com a lua nova,&lt;br /&gt;a lua gorda&lt;br /&gt;conversa pelo olhar&lt;br /&gt;a chegada do sol faz a menina pensar&lt;br /&gt;que sonhos são mais felizes&lt;br /&gt;tão mais realizados,&lt;br /&gt;que amam sem segredo&lt;br /&gt;mas não querem&lt;br /&gt;se materializar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, logo,&lt;br /&gt;a manhã e a noite se beijam.&lt;br /&gt;e por mais um dia,&lt;br /&gt;a garota vive de sonhar...&lt;br /&gt;e morre&lt;br /&gt;pelo olhar.&lt;br /&gt;pois tanta luz e escuridão&lt;br /&gt;ofuscam a esperança&lt;br /&gt;sonhadora&lt;br /&gt;da menina ser resgatada&lt;br /&gt;da escuridão&lt;br /&gt;de seu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-1170034800422588515?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/1170034800422588515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=1170034800422588515&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/1170034800422588515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/1170034800422588515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/04/poema-bobo.html' title='poema bobo'/><author><name>Juliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00502000323092395776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-2007479763772694121</id><published>2007-04-13T16:42:00.000-07:00</published><updated>2007-04-13T18:15:29.703-07:00</updated><title type='text'>Minhas memórias</title><content type='html'>Acordei às seis e meia da manhã tomando bando e comendo pão com hambúrguer. Eram as duas últimas fatias do pão de fôrma, aquelas que têm um gosto, cheiro e textura alterados e péssimos. Meu irmão disse que não é nada saudável comer algo assim tão gorduroso no café da manhã, como se eu ligasse pra minha saúde. Até meus trinta, não me preocupo com isso.&lt;br /&gt;As ruas daqui já são parte de mim tanto quanto meu cabelo e minha memória, que caem aos pedaços, mas sempre estão ali, firmes e fortes. Disse ontem a um amigo da faculdade que nunca vou me acostumar com Niterói, nunca vou me adaptar. Tudo é quente demais e estranho demais. Dou de cara com o mar e me arrependo do que pensei.&lt;br /&gt;Foi aqui que ontem, na aula de Pierre, que fiz minha escultura na areia. Um anjo sem asas morto, de costas, sendo tragado pela areia. Escrevi ainda ao lado uma poesia velha que nem gosto mais. Algo sobre a vida, mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medusa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ver a vida é asssim:&lt;br /&gt;você a olha nos olhos,&lt;br /&gt;a vista se embaça;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ela passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam por mim agora as pessoas a dez quilômetros por hora, fazendo jogging, sozinhas. Não que seja possível estar sozinho nessa cidade, não o é, nunca. Mas estar sozinho não é isso, não é relativo a estar ou não com uma pessoa por perto, porque, numa cidade como essa, nunca se está sozinho, mas todos precisamos de solidão. É que a gente ignora o fato de que há pensamentos na pessoa pela qual se passa enquanto faz jogging ao lado do MAC.&lt;br /&gt;Preciso de algo para escrever. Papel e caneta.  Procuro na banca de jornal, o cara diz que tem caneta mas não tem papel, mas se eu quiser eu compro um jornal e escrevo nele. Hah. As pessoas daqui não sabem o conceito de papelaria, elas aglomeram as coisas umas dentro das outras, fazendo aqueles lugares imensos onde tem tudo, menos uma papelaria.&lt;br /&gt;As pessoas olham demais pra mim. Não sei se é a minha camisa dos hermanos, ainda da turnê Ventura, antigassa, porque todos sempre olham pra ela. Depois, olham pro meu cabelo, então seria ele? Só porque ele é grande e ligeiramente ralo nas entradas das minhas semi-carecas? Ah, é a minha cor. Sou branco demais pra ser uma pessoa de Niterói. É isso então, eu não posso ser daqui porque sou branco demais. não podem aceitar como cidadão uma pessoa semi-albina.&lt;br /&gt;Preciso de algo para escrever desesperadamente. Nem que seja sangue e pele. Unha e carne. Mas não tenho unhas, as rôo todos os dias. E, julgando pelo jeito que me vêem, não devo ter sangue também. Entro nas Sendas, procuro em todos os cantos, mas não existem indícios de civilização alfabetizada nesse lugar desgraçado. E eu sou bobo demais, sou fraco demais, não consigo sair sem ter nada na mão. Talvez seja vergonha de entrar sem nada e sair com menos ainda. Achei aquele chá que ela um dia me recomendou, o de morango. E saindo de lá, vejo uma papelaria fechada.&lt;br /&gt;Afinal, a culpa é minha se eu não me dei conta que ainda é cedo demais pra uma papelaria estar aberta. Mas mesmo assim busco uma, ando mais, porque não aguento mais tanto pensamento, tanta palavra dentro dessa cabeça ôca.&lt;br /&gt;Ando Icaraí toda e não acho uma sequer. penso em pedir informações, mas as pessoas de Niterói parecem ignorar o fato de que se uma pessoa pede informação é porque ela está perdida. Dizem pra andar até a Miguel de Frias, ou whatever, e virar na Tavares de Macedo e procurar por lá que lá tem.&lt;br /&gt;Sento na beira da praia. Preciso conhecer alguém. Não que eu não goste de quem eu conheço, mas preciso de alguém. Ontem eu falei praquele mesmo amigo da faculdade que eu ia pra Friburgo porque tinha antigos amigos lá. Ele me disse que eu estava renegando eles, os novos amigos, e insultando os outros, chamando de ex-amigos. Não entendi. Minha coluna pede arrego, minha boca pede por um café.&lt;br /&gt;Queria conhecer alguém assim. Eu, com meu mini-bloco de um real e uma caneta nanquim. Ela em seu banquinho no balcão. Um blues bem blues no fundo, ela tomando um café, lendo um livro e fumando um cigarro. Eu olho pra ela e escrevo um poema qualquer que ela me inspire. Vou calmamente até ela, dou o papel com o poema e agradeço por ela ter me emprestado a poesia por um minuto para que eu pudesse capturá-la, e que ali está o resultado. Viro, volto pra minha mesa. Ela vem, diz que achou lindo, vai perguntar se eu sou poeta, eu vou dizer que não. Sou um arquiteto em construção.&lt;br /&gt;Porque arquiteto é aquele artista incompleto. É o artista que precisa do apoio matemático e físico pra concluir suas obras com perfeição. Aquele artista que não conseguiu concretizar sua arte, um artista mestiço. É isso, um artista mestiço. Um artista que não conseguiu escrever o livro ou pintar o quadro, ou escrever a música. E isso me lembra de que preciso procurar uma papelaria.&lt;br /&gt;Volto à beira da praia e lá você está. Te peço umas folhas do seu caderno, uma caneta emprestada, sento ao seu lado e vejo o horizonte. Escrevo finalmente uma poesia. Foi você que me fez essa poesia. Era assim que queria te conhecer.&lt;br /&gt;Mas é tudo em minha mente, porque escrevo isso tudo em uma aula de GD enquanto o professor diz pra mim "minhas memórias".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-2007479763772694121?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/2007479763772694121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/2007479763772694121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/04/minhas-memrias.html' title='Minhas memórias'/><author><name>l.ratamero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-3641461841656377315</id><published>2007-04-08T15:51:00.000-07:00</published><updated>2007-04-08T16:08:35.741-07:00</updated><title type='text'>a angústia do adeus</title><content type='html'>fora dormir consciente. não sabia ao certo o que havia decidido. era tudo tão estranho... fazer tal coisa não era de seu feitio. em tempos outros, preferia ter conversa franca, olho no olho. porém, dessa vez, foi e fez.&lt;br /&gt;o despertador  estava a tocar. não acordou.&lt;br /&gt;7h do sábado. alguém a acordava: era a empregada. aquela que o blá-blá-blá da vizinhança fofoqueira ataca e corrompe. mal sabe ela que o mundo é tão mais significante que se empanturrar de novelas mexicanas.&lt;br /&gt;a cama lhe pareceu maior. mais do que nunca, preferia ficar dormindo. sentia o vento chamar seu nome. sentia o lençol frio e cheiroso a cobrir-lhe as costas. mas, sem pensar muito, ela só precisava acordar para o mundo... literalmente.&lt;br /&gt;o plano ainda estava de pé. e ela também. chegara a hora de sonhar acordada, de seguir sua intuição, mesmo que, na maioria dos tempos, esta se negasse a ser sua parceira.&lt;br /&gt;não notou que já estava com a roupa na mão e mal pensou se combinaria com seu cabelo preto e cacheado. vestiu-se inesperadamente com o coração aos pulos e tropeços. é verdade que não pensou no pior, mas também não sentia otimismo numa situação tão cruel que estava prestes a dar um alô. se permitia culpar o Sol, este havia acordado com mais raios do que nunca. maldito calor queimava-lhe os melhores surtos de idéias positivas.&lt;br /&gt;mesmo suportanto altas temperaturas, gritos presos, pressões por todos os lados e frustrações íntimas do que poderia ter sido evitado, foi ao mundo com poucas certezas. sua única certeza era a de que nunca mais colocaria os pés naquela casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-3641461841656377315?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/3641461841656377315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=3641461841656377315&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/3641461841656377315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/3641461841656377315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/04/angstia-do-adeus.html' title='a angústia do adeus'/><author><name>Juliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00502000323092395776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-238718705143030997</id><published>2007-04-07T21:41:00.001-07:00</published><updated>2007-04-07T21:41:50.369-07:00</updated><title type='text'>nostalgia</title><content type='html'>Nós sentamos naquele banco molhado e rimos dos guarda-chuvas andantes que passavam por baixo da ponte. Não nos importava que chovesse, não usávamos capas ou sombrinhas; pelo contrário, gostávamos da chuva, e nela, rimos. Ríamos até da tristeza amena e fria que ela nos causava ao tocar o asfalto frio e do efeito luminoso das gotas que passavam em frente aos postes. "Parecem estrelas cadentes", você disse baixinho, lutando para ser ouvida em meio a tantos sons miscigenados (e alguns que nós mesmos fazíamos pra desfazer o nervosismo e a atmosfera de romance).&lt;br /&gt;Tentamos tudo que era possível para ignorarmos-nos; tentativas frustradas, já que éramos jovens demais e fracos demais. Você, impaciente, mordia seus lábios ou tentava conter gotas de chuva em sua boca, enquanto eu pateticamente tentava manter meu jornal seco (aquele que comprei pensando em ler, mas que você transformou em peso morto e origami).&lt;br /&gt;Era impressionante como conseguíamos ser livres e sozinhos envoltos em tanta gente. Nunca consegui lembrar dos nomes dos poucos amigos que você me apresentava (talvez pelo álcool ou pela minha inaptidão inata para decorar nomes compostos, por menores que fossem). Mesmo assim, nunca esqueci um rosto, uma ação. Muito menos o dia que aquele seu amigo magro e baixo cantou Boys Don't Cry no karaokê enquanto fazíamos a coreografia no fundo.&lt;br /&gt;Tentava me desfazer dos impactos que a realidade me dava ao voltar de uma lembrança. A verdade é que eu queria reviver aquilo tudo do jeito que foi. Lembro ainda das noites que passei em sua casa de um quarto só. Você não sabe, mas eu falava em seu ouvido enquanto você dormia. Dizia que te amava muito e que sempre te buscaria, não importava onde. Depois, de manhã, você acordava e olhava pra mim com aquele seu olhar carinhoso e sonolento.&lt;br /&gt;Foi quase um assassinato dizer, vendo aqueles olhos brilhantes e molhados de chuva, que meu barco saía naquele momento. Porque você deve saber, não gosto muito de dizer adeus. Então, simplesmente peguei suas mãos e as apertei bem forte nas minhas. E agora só restava dizer-te adeus de longe, dizer-te sem dizer-te, apenas num aceno amortecido pela névoa.&lt;br /&gt;Então, li o cartão que deixou no bolso do meu paletó e que achei, por acidente, enquanto procurava por meu bilhete de viagem, com seus lábios impressos e o perfume de sua nuca macia. Ao acabar, rasguei-o e joguei ao vento junto com meu coração e quase acreditei que poderia te ver mais uma vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-238718705143030997?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/238718705143030997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=238718705143030997&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/238718705143030997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/238718705143030997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/04/nostalgia.html' title='nostalgia'/><author><name>l.ratamero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-1213046300741972114</id><published>2007-04-07T20:00:00.000-07:00</published><updated>2007-04-07T20:08:15.859-07:00</updated><title type='text'>cores, cheiros e música.</title><content type='html'>onírico.&lt;br /&gt;a primeira vez em que ouvi essa palavra foi num lugar super-a-ver com tudo: numa exposição, vendo um quadro tão estranho e, er... bem onírico mesmo: um sistema reprodutor feminino com um ovário. o artista misturou a realidade com a raridade. (tá, vai, eu tenho um amiga que tem só um ovário. mas isso é tão... raro! e legal! acho que é porque é onírico, segundo a mulher que estava a meu lado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;oniricidade caiu como uma luva pra maneira como a gente se conheceu e a maneira como nossa vida se conduz diariamente, ou seja, oscilando entre o mundo real e o mundo da fantasia, entre o artístico e o brutal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu conseguiria viver perfeitamente pisando em tintas (que nem um filme que vi certa vez... acho que "amor além da vida")e não em asfalto, sentindo o cheiro de rosas e jardins e não de poluição, ouvindo músicas que só o luciano manda e não forró no ônibus, ver pessoas vestindo roupas largadas, leves e com "conteúdo" e não uniformes do colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas enfim... o blog é justamente pra discutir, acrescentar e poetizar isso tudo. acho que a gente vai tentar valorizar a arte do real e tentar valorizar a realidade (das nossas cidades) na arte. juntos, com a criatividade indomável dele e a minha inquietude perante tudo, iremos escrever algo.&lt;br /&gt;e se o resultado vai ser bom ou não?&lt;br /&gt;bem, confiram vocês mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-1213046300741972114?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/1213046300741972114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=1213046300741972114&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/1213046300741972114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/1213046300741972114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/04/cores-cheiros-e-msica.html' title='cores, cheiros e música.'/><author><name>Juliana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00502000323092395776</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-976720016630306422.post-578729765083735557</id><published>2007-04-07T18:40:00.000-07:00</published><updated>2007-04-07T18:51:15.628-07:00</updated><title type='text'>manhattan skyline</title><content type='html'>quando ouvi o nome do blog, uma única música na cabeça. manhattan skyline, do a-ha. não só pela atmosfera onírica, pela força das palavras e pelo sentimento que me traz o nome dela, Juliana Diógenes, mas por tudo que já pensei e já sonhei com a letra dessa música. é a perfeita junção entre o onírico, o de sonhos, com a cidade, o concreto, que foi a base para o título.&lt;br /&gt;editei uma figura do horizonte de manhattan, uma foto antiga que já tinha no computador,  ainda do tempo das torres gêmeas, e ficou exatamente do jeito que eu queria. espero que gostem também, não só do layout, mas do que iremos escrever daqui em diante.&lt;br /&gt;por fim, deixo vocês com a música. até mais ver. o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"so I read to myself&lt;br /&gt;a chance of a lifetime&lt;br /&gt;to see new horizons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;on the front page&lt;br /&gt;a black and white picture&lt;br /&gt;of manhattan skyline"&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/976720016630306422-578729765083735557?l=oniricidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oniricidade.blogspot.com/feeds/578729765083735557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=976720016630306422&amp;postID=578729765083735557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/578729765083735557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/976720016630306422/posts/default/578729765083735557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oniricidade.blogspot.com/2007/04/manhattan-skyline.html' title='manhattan skyline'/><author><name>l.ratamero</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
